Polícia

Saiba como funcionava o suposto esquema de propina envolvendo obras públicas em Murici

Investigação da PF aponta possível cobrança de vantagens indevidas para favorecer empresas em licitações e contratos municipais

Por Tribuna Hoje com agências 28/07/2026 15h28 - Atualizado em 28/07/2026 15h32
Saiba como funcionava o suposto esquema de propina envolvendo obras públicas em Murici
Prefeitura de Murici - Foto: Divulgação/MP


O suposto esquema investigado pela Polícia Federal em Murici teria funcionado por meio da cobrança de propina de empresas interessadas em contratos públicos. Segundo as investigações, servidores municipais são suspeitos de fornecer informações privilegiadas e atuar no direcionamento de licitações e contratos para beneficiar determinados empresários. Em troca, os agentes públicos receberiam pagamentos relacionados aos valores das obras.

A apuração aponta que o esquema estaria ligado a contratos para construção e reforma de escolas e quadras esportivas. A suspeita é de que os envolvidos utilizavam suas funções para facilitar a contratação de empresas previamente favorecidas nos procedimentos administrativos.

A investigação deu origem à Operação Delivery, deflagrada nesta terça-feira (28) pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL). Ao todo, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados em Murici e Maceió.

Por determinação judicial, os servidores investigados foram afastados dos cargos. Também foi determinado o sequestro de bens e valores que chegam a R$ 1.301.762,59.

Como a investigação começou


De acordo com a Polícia Federal, o caso começou a ser apurado em novembro de 2025, após um homem ser preso em flagrante por suspeita de corrupção ativa. Na ocasião, ele foi abordado transportando R$ 270 mil em espécie.

A partir da prisão, os investigadores iniciaram diligências que levaram à identificação de indícios de um possível esquema envolvendo o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Durante a operação desta terça-feira, os policiais apreenderam R$ 123 mil em dinheiro, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas. Conforme a PF, a soma dos valores apreendidos corresponde a R$ 178.048,31.

Os servidores investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa. A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e identificar a participação de todos os envolvidos.